26/10/09

Astronomia no CINUSP - Programação

Não percam a mostra de astronomia que o Grupo SPUTNIK está promovendo no CINUSP, confira a programação.



26/10

27/10

28/10

29/10

30/10


16h


FERIADO

K-Pax

Eyes on the Skies

Wall-E

Eyes on the Skies


19h


FERIADO

Wall-E

K-Pax

Eyes on the Skies

Wall-E




02/11

03/11

04/11

05/11

06/11


16h


FERIADO

O Céu de Outubro

Apollo 13

2001: Uma Odisséia no Espaço

Contato


19h


FERIADO

Apollo 13

O Céu de Outubro

Contato

2001: Uma Odisséia no Espaço


14/10/09

Astronomia no CINUSP (Cinema da USP)

O Grupo de Astronomia Sputnik realizará uma série de atividades na Semana Nacional da Ciência e Tecnologia e após essa semana do dia 26 de Out até 06 de Nov, haverá uma mostra de filmes relacionados a Astronomia no CINUSP, não peram, preparem a agenda.

Logo deixarei mais informações.

01/10/09

Janelas para o Universo

Por Osvaldo de Souza

Romanticamente falando, esse poderia ser o nome do telescópio.
Antes de sua invenção, possuíamos apenas um pequeno (porém muito importante) instrumento de observação, nossos olhos. É como se até então as janelas para o universo estivessem fechadas.
Obviamente, muitas coisas já tinham sido descobertas nesta época. Entre elas, sabíamos que existiam sete astros errantes, e para esses astros deram o nome de planetas. Eram eles: Mercúrio, Vênus, Marte, Saturno, Júpiter, Lua e Sol (nos textos de Francis Bacon, por exemplo, podemos perceber o Sol e a Lua sendo chamados de planetas). Percebam que a própria Terra não entrava nesta categoria celestial.
Também eram conhecidos na época pré-telescópica objetos difusos, nebulosos aos quais deram o apropriado nome de Nebulosas. Duas delas têm uma pequena história curiosa.
Quando as caravelas européias adentraram os mares do sul, além de estrelas desconhecidas, viram também duas nuvens para os lados do sul. O estranho nestas nuvens, é que, dia após dia elas estavam lá, sempre na mesma região. Não eram iguais as nuvens que estavam acostumados a ver, que se desfaziam e mudavam de forma rapidamente. O conhecido navegador Fernão de Magalhães recebeu uma homenagem e hoje conhecemos as Nuvens de Magalhães. Enfim, não eram nuvens aquilo que os navegadores viam, sabemos hoje, são duas galáxias satélites da Via Láctea e é graças ao telescópio que temos hoje este conhecimento.
O telescópio teve (e ainda tem) um papel muito importante na história da humanidade, por que são mais que descobertas que ele nos dá acesso, são mudanças na forma de ver o mundo, quebras e remodelamento de paradigmas, crises e revoluções científicas, como diria Thomas Kuhn.
Quando o telescópio foi apontado para o céu, há 400 anos atrás, foi como se as janelas para o universo tivessem sido enfim, abertas.

18/04/09

Um pequeno texto sobre um Grande Universo

Por Osvaldo de Souza
“Todos os olhos na Terra, se voltarão para o céu”. É com esta bela frase que o Trailler de apresentação do Ano Internacional da Astronomia, começa.
É exatamente isso que se pretende, que neste ano de 2009 todas as pessoas levem seus olhos para os céus e possam observar o que foi observado por um personagem famoso na ciência, 400 anos atrás.
Este personagem famosos foi Galileu Galilei, que em 1609 apontou para o céu ma pequena luneta recentemente inventada pelos Holandeses. O que ele viu nesta observação mudou completamente nossa forma de ver o universo.
Até aquele momento pensava-se que a Terra estava fixa no centro do universo e que o Sol, Planetas, Estrelas e tudo mais giravam ao seu redor. Não é absurdo que se pense isso, dias atrás numa apresentação que fiz sobre astronomia, uma senhora se mostrou chocada quando eu disse que a Terra gira ao redor do Sol e não o contrário.
Esse espantamento é justificado por nossa impressão diária ao ver os objetos do céu nascerem no horizonte (Leste), subirem até um ponto mais alto e depois descerem até outro horizonte (Oeste).
Costumo dizer que não sentimos o vento nos cabelos para perceber que a Terra está em movimento.
Era neste contexto, de crença na Terra estática como centro do Universo, que Galileu olhou para o céu com seu pequeno instrumento e viu o já conhecido planeta Júpiter, porém não estava só, estava rodeado de quatro corpos. Por dias sucessivos Galileu olhou para Júpiter e o que viu foi esses pequenos corpos mudarem de posição como numa dança cósmica, num balé. Alguns dias depois, registrando minuciosamente estas observações, ele pôde concluir, acertadamente, que esses objetos eram luas, satélites de Júpiter girando ao seu redor.
Algo de muito importante tinha acontecido! Se tudo gira ao redor da Terra como pode quatro Luas girarem ao redor de Júpiter?
A teoria que dizia que a Terra está no centro do universo tinha sofrido seu maior golpe. Esta teoria já tinha sido desacreditada anos antes por um padre polonês chamado Nicolau Copérnico, que sugeriu que o Sol, não a Terra, estava no centro do universo.
Hoje sabemos que Júpiter possui 63 luas, porém quatro delas são mais famosas e chamadas de galileanas por terem sido descobertas por Galileu em 1609.
Galileu fez outras observações importantes e que marcaram o desenvolvimento da ciência a partir daquele ponto.
Ele apontou o instrumento para a Lua e percebeu que esta não era tão perfeita como se imaginava até então.
A velha e conhecida Lua, vista através de uma pequena luneta ganha formas que emociona qualquer observador, experiente ou iniciante, amador ou profissional, revela vales e montanhas, sombras e crateras até ausência de São Jorge.
Além das luas de Júpiter e da nossa Lua ele também observou Saturno, as manchas Solares, as fases de Vênus e a Via Láctea.
Neste ano de 2009, Ano Internacional da Astronomia, queremos que muitas pessoas possam observar aquilo que Galileu observou. Aumentando assim a percepção de que estamos no universo, que fazemos parte dele e que está em tudo que podemos ver, na matéria que compõe o Sol, na rocha que pisamos aqui na Terra e nos átomos que constituem nosso corpo e até a tela de computador (ou papel) onde se pode ler este Pequeno texto sobre este Grande universo!

13/04/09

100 horas de Astronomia e grupo Sputnik

Vejam a matéria no jornal da USP:

http://espaber.uspnet.usp.br/jorusp/?p=3461